Evento reivindicando fábrica abandonada reúne mais de 70 pessoas em Perus

O 1º seminário para reivindicar o uso público da Fábrica de Cimento de Perus foi marcado por muita emoção. O evento reuniu  antigos trabalhadores da indústria abandonada e os novos movimentos sociais e artísticos que reivindicam a abertura do espaço.

Em Perus, a abertura do segundo dia de evento foi realizada pelo Grupo de Teatro Salada de Frutas, que deu um show de interpretação, emocionando os presentes com a peça Fábrica de Sonhos. Para Sebastião Silva (Seu Tião), 80, ex-trabalhador da fábrica e integrante da greve que perdurou 7 anos, apresentações como esta mostram que a história permanece viva. “Mais uma vez, percebo que os jovens de Perus percebem que são responsáveis por essa história”.

Logo depois, o sarau temático trouxe as canções do morador de Perus, Thiago Rodrigues, que dialogam com o cotidiano nos trens e a vida dos moradores de Perus. O escritor e professor da rede pública, Marins Godoy, também realizou leitura dramática do texto “O Batismo dos Queixadas”, interpretado em 2012, durante evento do mesmo nome realizado na Comunidade Cultural Quilombaque.

As jornalistas Jéssica Moreira e Larissa Gould, autoras do livro “Queixadas – por trás dos 7 anos de greve” leram a introdução do livro, que tem como objetivo levar a história da fábrica às escolas públicas do bairro.

Estiveram presentes ao sarau as irmãs Olga e Regina Gastalho, filhas do já falecido queixada Antonio Gastalho. Elas trouxeram o capacete que o pai utilizava durante o trabalho árduo na fábrica.

“Esse capacete era de meu querido pai Antonio Joaquim Gastalho e me traz muitas recordações. Uma delas é de quando meu pai vinha cansado do serviço e ficávamos ansiosos pela sua chegada. Quando ele apontava no topo da rua primeiro aparecia seu capacete azul e, com ele, o grande homem trazendo em suas mãos o pão de cada dia. Parecia um gigante, sim, e era meu herói”. disse em depoimento no Facebook,  a filha Regina.

“Querido pai, de onde estiver e todos seus companheiros Queixadas, que já se foram ou que estão aqui conosco: está chegando o dia da Fábrica virar um grande Centro Cultural”, disse Olga.

O sarau contou ainda com a presença da Comunidade do Samba Partideiros de Perus, que encheu de sorrisos e samba no pés os que estavam no local.

O seminário foi finalizado com o Café Filosófico. O representante da Secretaria Municipal  de Cultura não compareceu.

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Publicado em dezembro 16, 2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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