HISTÓRICO

1914 – Inauguração da Estrada de Ferro Perus-Pirapora que levava cal de Cajamar até Perus.

1926 – Nasce a Companhia de Cimento Porland Perus, a primeira fábrica de grande porte do setor no Brasil, sendo a principal fonte de matéria prima para a construção de edificações em todo o país.

1933 – Fundação do 1º Sindicato da Fábrica, o Sindicato dos Trabalhadores da Água Fria.

Créditos: Acervo Nelson Camargo

Créditos: Acervo Nelson Camargo

1951J.J. Abdalla compra a fábrica dos canadenses. Sua gestão foi marcada por más condições de trabalho e falta de manutenção do maquinário da indústria, abrindo espaço à organização dos trabalhadores. Por essas razões ele Abdalla fica conhecido como o “mau patrão”.

1954/58 – Os trabalhadores fundam novo sindicato, que recebe ajuda do advogado Mario Carvalho de Jesus, que traz ao movimento o conceito de não-violência de Mahatma Ghandi, nomeado pelos operários de firmeza-ativa-permanente. Nesse período os trabalhadores iniciam as lutas e greves por melhores condições de trabalho e ficam conhecidos como Queixadas, em comparação ao porco do mato de mesmo nome que sempre lutava em conjunto contra seu inimigo.

1062 a 1969 – Greve dos Sete Anos – Em maio de 1962 tem início uma greve dos Queixadas que duraria sete anos. Nas piquetes, participavam trabalhadores, esposas e filhos. Ao fim dos sete anos e muita luta, os 501 trabalhadores estáveis afastados receberam seus direitos. Mas só em 1975, com a fábrica confiscada por dívidas à União, que os Queixadas recebem a indenização e têm o direito de voltar ao trabalho.

1970 – Na década de 70, os trabalhadores e as mulheres juntam-se à Campanha da Fraternidade para lutar contra o pó de Cimento. O lema era “O pó de cimento esmaga a vida”. Abdalla, porém, não trocou os filtros que geravam o pó da fábrica.

1986 – Última greve dos trabalhadores e fechamento da  fábrica por falência.

Créditos: Arthur Gazeta

Créditos: Arthur Gazeta

1987 – Tombamento da Estrada de Ferro Perus- Pirapora pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de SP.

1991/92 – A prefeita Luiza Erundina realiza o tombamento de uma área  de aproximadamente 750 mil m² da Fábrica, Vila Triângulo e casarões no entorno, que se torna patrimônio histórico de São Paulo. Em 1992, a prefeita decreta a utilidade pública de uma parte da área, para a implantação de um Centro Cultural do Trabalhador. Porém, mesmo após tombamento, a Fábrica continuou nas mãos da família de J.J. Abdalla.

 

2012 aos dias atuais: Desde 2012, os antigos movimentos se juntaram aos atuais para fortalecer a luta pelo uso público da Fábrica de Cimento, nascendo o Movimento pelo Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, que pede a instalação do Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador, segundo  aspiração antiga do Movimento dos Queixadas. Instalação de uma Universidade Livre e Colaborativa. Instalação de núcleos de pesquisa e outras instituições públicas voltadas à  construção e desenvolvimento do conhecimento da arte, cultura e meio ambiente.

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