Movimento realiza primeira Reunião de 2015

10628510_772068412864423_2830033482176248055_nRetomando as suas atividades, o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus realiza, no próximo dia 5 de março (quinta-feira) sua primeira reunião de organização do ano.

O encontro traçará o plano estratégico do movimento e encaminhará as próximas atividades do grupo. A atividade é aberta a todos que queiram contribuir com a iniciativa.

Convocatória:

MOVIMENTO PELA REAPROPRIAÇÃO DA FÁBRICA DE CIMENTO PORTLAND PERUS

O Movimento organizado em defesa da desapropriação, conservação e uso público e social da FÁBRICA DE CIMENTO PORTLAND PERUS relembra as seguintes características dessa luta, ou seja, lutamos pela:

1. Instalação do Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador, segundo aspiração já antiga do movimento Queixada;

2. Instalação de uma Universidade Livre e Colaborativa articulada ao Centro do Trabalhador;

3. Instalação de núcleos de pesquisa e outras instituições públicas voltadas à construção do conhecimento, cooperação e à formação.

Considerando nossos interesses e diante da atual discussão da Lei de Uso e Ocupação do Solo divergente do Plano Diretor da Cidade, que trata dos Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem Perus – Jaraguá, propomos reunião:

dia – 05 de março de 2015, quinta-­feira

horário – às 19:30 hs

local – CEU PERUS.

Pauta:

a) discussão do zoneamento da Fábrica;

b) informação relacionada ao processo do Decreto de Utilidade

Pública, em andamento desde 2014;

c) encaminhamentos.

Precisamos urgentemente retomar nossos debates sobre um projeto técnico para o uso da Fábrica, bem como sua valorização enquanto Patrimônio Público, associada à formação ampla dos que vivem nesta cidade.

Contamos com sua participação!

Perus 2015: firmeza permanente!

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Seu Tião é homenageado como símbolo da luta contra a ditadura

Nessa quarta-feira, 10 de dezembro, o eterno Queixada Tião (Sebastião Silva ou Seu Tião) será homenageado como símbolo da luta contra a ditadura e em defesa dos Direitos Humanos.

Tião foi ativo militante na luta Queixada, tendo participado da Grande Greve de 1962 na Fábrica de Cimento Portland Perus. A greve ficou conhecida por ter durado 7 anos em plena ditadura militar, os trabalhadores foram guiados pelo conceito de não-violência de Gandhi.

O evento será no CEU Pêra Marmelo, na ocasião a Diretoria Regional deEnsino homenageará as escolas que participam do Premio Educação em Direitos Humanos e Premio Paulo Freire como forma de estimular e apoiar a educação em direitos humanos nas escolas.

Compareçam e prestigiem!

Serviço:

CEU Pêra Marmelo
Rua Pêra Marmelo, 226 – Jaraguá
Tel: (11)3948-3916 / (11)3948-3959

Das 8h30 às 12h30

PERUS TIAO

 

Ato Artístico Coletivo Cimento Perus

Com o objetivo de celebrar a história da primeira companhia de cimento do Brasil palco de históricas lutas sindicais, politicas e sociais dos trabalhadores Queixadas e a efervescência cultural no bairro, o Grupo Pandora de Teatro em parceria com o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus convida para mais um “Ato Artístico Coletivo Cimento Perus” que contará com mais de 30 atrações gratuitas e acontecerá em diversos pontos do bairro de Perus entre os dias 01 e 06 de Dezembro de 2014.

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Desta vez a programação do Ato começa durante a semana com Oficina de Teatro de 01 a 05/12 das 09 às 12h, além da estreia do Cine Clube Pandora com o “Ciclo Tim Burton” de 01 a 03/12 sempre às 20h, ambas as atividades serão realizadas na sede do Grupo Pandora de Teatro. Na quinta-feira (04/12) acontecerá o debate Cultura, Ambiente e Educação – uma proposta Integrada. Os novos Territórios de São Paulo a partir das 19h30 na Biblioteca Municipal Padre José de Anchieta. Leia o resto deste post

Oficina por um programa de uso para a fábrica de cimento de Perus

Nesse final de semana será realizada em Perus, no CEU do bairro, a Oficina por um programa de uso para a fábrica de cimento de Perus. A atividade visa debater e definir qual o papel que p movimento e a população pensam para o uso público da fábrica de cimento.

A oficina é organizada pelo programa Universidade Livre e Colaborativa no âmbito das disciplinas de graduação da FAU, de pós-graduação do Procam e da oficina aberta a moradores, em curso neste semestre. O evento será aberto aos moradores da região, mesmo aqueles que não estão inscritos nas disciplina livre.

Às 12h será realizado um almoço colaborativo. Para isso, os organizadores pedem a contribuição de R$15.

Veja todas as informações abaixo:

DISCIPLINA FAU/USP – PERUS – SEGUNDO SEMESTRE 2014

PLANEJAMENTO DE BAIRROS

POTENCIALIDADES E GESTÃO DA PAISAGEM

OFICINA DA CIDADE 2014 (livre) TERRITÓRIOS PARA A VIDA

 

OFICINA:

POR UM PROGRAMA DE USO PARA A FÁBRICA DE CIMENTO DE PERUS.

QUAL PAPEL PENSAMOS PARA A FÁBRICA NO NOSSO FUTURO PRÓXIMO?

A oficina será realizada pelo programa Universidade Livre e Colaborativa no âmbito das disciplinas de graduação da FAU e de pós-graduação do Procam, e da oficina aberta a moradores, em curso neste semestre.

I PARTE: A FÁBRICA COMO HERANÇA

Sábado, 06 de setembro, das 9:30 às 17:00

 

Manhã (9:30-12:00): Roda de Conversa: A Fábrica como Herança

Conversa com antigos trabalhadores da Fábrica, o funcionamento da Fábrica, as heranças contraditórias e afirmativas que representa.

Convidados a confirmar

 

Almoço (12:00-13:30)

 

 

Tarde (13:30-17:00): Arquitetura e paisagem: potencialidades de uso

Apresentação de levantamentos preliminares para um diagnóstico de paisagem, e da situação da Fábrica, como potencialidade e significação de uso futuro do conjunto.

Organização do material: Ana Vellardi, Andreas Oliveira Guimaraes, Antonio Afonso Cordeiro Júnior, Diane XXXX, Gabriel Fernandes,

 

II PARTE: UM FUTURO PARA A FÁBRICA

Sábado, 13 de setembro, das 9:30 às 17:00

 

Manhã (9:30-12:00): Roda de Conversa: Um Futuro para a Fábrica

Dinâmicas para discussão de um programa de uso da Fábrica, a partir do tripé defendido pelo Movimento pela Reapropriação da Fábrica: Centro de Cultura e Memória do Trabalhador, Universidade Livre e Colaborativa, Espaço de Uso Comunitário, considerando o que já se sabe de riscos nas atuais condições, de potencialidades a médio e longo prazo.

 

Almoço (12:00-13:30)

 

Tarde (13:30-17:00): Roda de Conversa: Um Futuro para a Fábrica

Continuação das discussões da manhã e seminário de encerramento dos participantes.

1º Caramanchão Cultural é marcado por emoção e recordações dos moradores de Perus

Foi um dia permeado de encontros. Com os amigos, companheiros de luta e também com a memória coletiva que une todos em volta de um mesmo alvo: a Fábrica de Cimento de Perus. O primeiro Caramanchão Cultural deu largada logo às 8h da manhã, quando a organização do evento se encontrou para resolver os últimos detalhes.

Exposicao/Humberto Muller

Exposicao/Humberto Muller

Às 10h, a exposição  de fotos da fábrica já estava posta no calçadão em frente à estação de trem, fazendo com que olhares curiosos parassem para buscar, ali, um pouco de sua própria história. Eram filhos de ex-trabalhadores, gente que viveu nos arredores e vivenciou o cotidiano peruense na época que a indústria ainda funcionava.

Do mesmo lado, uma exposição de artesanato do Coletivo Arteferia e intervenções artísticas do Eita Ação Cultural, que faziam os passos apressados ficarem imóveis.

Do lado de cima da passarela de pedestres, pessoas de todas as idades iam com suas camisetas em mãos para nelas registrar os emblemas das lutas do Movimento. Ao lado, uma pintura com tinta feita com terra mostrava também a importância de se pensar os elementos naturais que regem os espaços urbanos.

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Na praça Inácio Dias, uma oficina de brincadeiras organizada pela Casa das Crioulas trazia ao ato a riqueza e criatividade das crianças. Na mesma praça, Quilombaque Perus e Esquerda Marxista do PT  se organizavam com seus tambores e gritos de guerra. Enquanto isso, no CEU, o Projeto Praça Girante trazia o tom político e as leis que regem o direito à cidade e aos espaços públicos.

Às 14h, o som do saxofone misturado ao ecos dos tambores faziam a energia de todos se unirem. Da praça, subimos a passarela dançando e cantando, com as crianças à frente com seus apitos na boca.

Passamos de novo pelo calçadão, CMS13 pintava a obra “Queixada” em grande madeirite.

Seguimos até a praça Luís Nery e de lá entramos fomos até o portão da fábrica, quando nos deparamos com a intervenção teatral Corrente de Arte do Caramanchão rumo à Fábrica, do Grupo Bardos & Paulo Goya, que interpretaram o Fantasma de Hamlet e, depois, quebraram simbolicamente a barreira que bloqueava nossa entrada no portão da fábrica.

CaramanchaoCultural/Créditos: Jéssica Moreira

CaramanchaoCultural/Créditos: Jéssica Moreira

Entramos e, lá dentro, o Queixada Tião deu um depoimento de como era importante para ele estar novamente naquele local, o mesmo onde ele e seus companheiros estiveram.

Após o cortejo, a festa continuou com uma festa da boa no palco, com a Banda Confira o Groove, que agitou a galera aos sons dos anos 70. Depois, coreografias de dança com a Fábrica de Dança e Espaço Dança com Arte. Enquanto isso, Guetus mandava um grafite na viela ao lado do palco, mostrando que um espaço tão marcado negativamente agora era palco de arte e cultura. No palco, estiveram presentes ainda Eder Moraes, Thiago Rodrigues, Mono Surrounds, Jongo da Quilombaque, banda Deuz, Telúrica, poesia com Sarau D’Quilo e improvisos de samba, Banda O Mandruvá e encerramento com Doutor Jupter! A deputada Luiza Erundina também marcou presença.

Veja abaixo os depoimentos de alguns moradores que participaram do evento: 

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“Perus, 31 de maio de 2014, Caramanchão Cultural encheu de arte, esperança e alegria, a vida de muitas pessoas do bairro. Crianças, jovens e adultos envolvidos em uma mesma luta: a desapropriação da antiga fábrica de cimento portland perus para uso público e social. Foi lindo ver o trabalho coletivo de vários grupos da periferia e do centro. Aliás, não havia essa “diferença” espacial, muito menos social. O bacana é saber que existem pessoas que topam juntar e misturar tudo nessa vida. Sensacional! Separar pessoas e lugares, para mim, é uma tremenda maldade e atraso de vida. Enfim, foi um dia feliz na praça, no calçadão, em frente à estação de trem, no c.e.u., na viela, no portão da fábrica de cimento, etc. Desejo muitos outros dias assim, ou seja, que possamos conviver, nos emocionar, “sentir a beleza de ser um eterno aprendiz”. Mais uma vez, acredito que trabalho, conhecimento, memória, história, arte, cultura, amor, nos manterão firmes e permanentes em nossa luta para que um dia os portões da fábrica de cimento perus permaneçam abertos para a população deste bairro, desta cidade.” (Regina Célia Bortoto, professora aposentada da rede público de Perus).

 

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“Eu fiquei feliz, uma comoção pelo bairro. Um ato importante que vai chamar cada vez mais gente. Creio que naquele instante Deus olhou para Perus com um sorriso de orgulho, mandou sol, calor, energia, absorvido por todos nós.” (Filipe Dias, ator do Grupo Pandora de Teatro)

 

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“Foi divino, maravilhoso! Me senti em casa, muito à vontade. Senti a força que temos quando diversos grupos se unificam! ( Glauco  Murta, músico e integrante da Comunidade Cultural Quilombaque).

 

 

“Os Queixadas começaram a lutar pela ideia de um centro de cultura e formação desde 1968 (o documento mais antigo até agora que localizamos), e com o fechamento da Fábrica para que ela fosse tombada e destinada a essa finalidade. eulersandevilleAssim, a ideia deste uso para a Fábrica já tem seus 30 anos, configurando um movimento transgeracional, e um fato da maior importância para os estudos da defesa do patrimônio em nosso país. O movimento ontem é mais uma edição dessa luta, que vem conquistando o apoio de diversos grupos culturais, intelectuais, artistas, professores, ativistas, de uma região que ultrapassa o município, mantendo-se firme nos princípios de solidariedade e persistência que nos legaram os Queixadas. Tenho muito orgulho de colaborar nessa causa, e ontem foi um dia lindo e emocionante, porque muita gente se envolveu nesse espírito solidário em torno de uma ideia pulsante. (Euler Sandeville, professor da FAU-USP).

 

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“Penso q foi muito positivo, tudo aconteceu dentro do esperado, ou mais. Pois até o SOL nos honrou por todo o tempo. E a reação das pessoas que deparavam com o tetro em pleno calçadão era muito legal de se ver, me emocionei muitas vezes durante o percurso, enfim, foi excelente. Até encontrei uma amiga q não a via há muitos anos, pois hoje mora em Várrzea Paulista e aqui estava e feliz. Dez!” (Maria Amélia, professora aposentada da rede pública de Perus).

 

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“Acredito que foi um ato muito importante nesta luta que não começou agora. Importante ter as diversas gerações presentes: crianças, jovens, idosos. Gente que está há muito tempo na luta e quem está chegando agora, todos com a mesma importância e valor. Acho que o ponto forte foi a caminhada, eu e os amigos que estavam comigo nos emocionamos lembrando-nos de nossa infância e das diversas fases da luta que pudemos participar. Todos os que organizaram estão de parabéns!!!” (Célia Aparecida Leme, da Igreja Católica Santa Rosa de Lima).

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“Eu só tenho a elogiar todos que correram atrás para que esse evento saísse. Realmente, foi maravilhoso. Sem brigas. Uma energia maravilhosa,a galera com um brilho lindo! Que aura! O equipamento, a criançada desenhando com a gente, amigos de anos aparecendo, lendas vivas, as bandas, as danças. Estão de parabéns os poetas. Foi um máximo e eu conseguir cantar velhos trilhos… Amo essa música, eu fiz esse som com amor e carinho, é a história do nosso povo,eita tribo linda unida aquela! Me emocionei muito.” (Thiago Rodrigues, músico).

 

 

Evento cultural resgata memória da Fábrica de Cimento de Perus

1º Caramanchão Cultural traz mais de 20 atrações, entre oficinas, grafite, shows, cortejo pelo bairro e imperdível baile aos moldes antigos.

Para relembrar as memórias e lutas da primeira companhia de cimento do Brasil, o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus (região noroeste) realiza no dia 31 de maio o 1º Caramanchão Cultural, que acontece das 10h às 22h, em diversos pontos do bairro, inclusive no portão principal da antiga indústria.

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Com mais de 20 atividades, a abertura do evento será às 10h, com exposição fotográfica no calçadão em frente à estação de trem da CPTM. Ainda pela manhã, a Praça Inácio Dias, CEU Perus e passarela de pedestres recebem workshops de literatura, brincadeiras, estampa de camiseta e palestra sobre direito à cidade.

Confirme sua presença em evento do facebook

A partir das 13h, artistas, moradores e demais participantes se concentram na praça, de onde sobem em cortejo até o refeitório da Fábrica de Cimento. Às 15h, o portão da indústria se transforma em um salão de baile,  recordando as antigas festas que lá ocorriam. Para finalizar, bandas e grupos de dança dominam o palco até as 22h. (Veja abaixo a programação completa).

Importância histórica

Criada em 1926, a Companhia de Cimento Portland Perus foi a primeira indústria cimenteira de grande porte do Brasil e principal abastecedora da matéria-prima até a década de 30. Das cerca de 500 mil toneladas produzidas no paísno período, pelo menos 125 mil vinham de Perus. Foi palco também da greve de sete anos, realizada pelos sindicalistas denominados Queixadas em plena ditadura militar. Ao fim da longa reivindicação, os grevistas receberam os salários atrasados e tiveram ainda o direito de voltar ao trabalho. A indústria foi fechada definitivamente em 1987 e tombada como patrimônio histórico da cidade em 1992. Desde então, o prédio vem sendo deteriorado a cada dia (saiba mais).

Para a história não ser esquecida, há mais de 30 anos os moradores, ex-operários, viúvas e filhos de Queixadas lutam para transformar o espaço em um Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador. Em 2013, essa causa ganhou novo sentido, com o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus, que reúne os já ativos militantes e os novos simpatizantes da causa, incorporando nas reivindicações a construção de uma Universidade Livre e Colaborativa e centros de pesquisa para agregar o conhecimento comunitário.

Serviço

I Caramanchão Cultural
Data: 31/05 (sábado)
Horário: das 10h às 22h
Locais: Praça Inácio Dias, CEU Perus, Portão principal da Fábrica de Cimento, Passarela de pedestres, Calçadão
E-mail: fabricaperus@gmail.com
Site:https://movimentofabricaperus.wordpress.com/
Facebook:https://www.facebook.com/movpelareapropriacaofabricacimentoperus
Imprensa: falar com Jéssica Moreira (11) 9-6573-3582/jessicamoreira.mural@gmail.com ou Larissa Gould larissa.gould@gmail.com

Programação

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Exposição Fotográfica

A abertura acontece às 10h, com exposição fotográfica que ocupará o calçadão em frente à entrada da estação de trem, no sentido Av. Dr. Silvio de Campos. A mostra colaborativa reúne fotos de acervo dos moradores de Perus e traz uma linha do tempo da fábrica, com imagens que vão desde sua criação, em 1926, passando pelos momentos altos de atividade fabril, até o processo de fechamento e de total abandono.

Grafite

O dia contará ainda com intervenções artísticas dos grafiteiros Guetus, CMS13, Elfus, Sapiens, Joks e Tioch,  que irão pintar a temática da fábrica em três pontos diferentes do bairro: pilastras do viaduto de Perus (sentido Av. Dr. Silvio de Campos), passarela e a viela que leva até o prédio da fábrica. Além disso, alguns deles farão intervenções em madeirite.

Oficinas

Para crianças

Às 11h tem início a oficina Brincar de Quê?, idealizada pela Casa das Crioulas. Destinada às crianças, a atividade fará um resgate de brincadeiras e brinquedos na Pça. Inácio Dias. Dentre as ações, está a construção de um mural com desenhos e registros escritos dos sonhos que as crianças têm em relação ao espaço da fábrica. No final da atividade, às 14h, serão elas que puxarão o cortejo.

Literatura

Ao meio dia, o CEU Perus será palco do workshop Do pó ao grafite: poetizar da fábrica de desilusões à fábrica de cultura, do grupo literário Gelufuego. Com uma hora de duração, o objetivo é escrever poesias sobre a história, memória ou sensações que dialogam com a fábrica de cimento. Aberta a todos os públicos, um grupo já é garantido na oficina: os filhos de ex-trabalhadores da indústria.

Direito à cidade

O projeto Praça Gigante, financiado pelo VAI/Secretaria Municipal de Cultura, realiza neste dia duas oficinas que dialogam com a ideia de ocupar espaços públicos da cidade. A primeira delas, “Cores da Terra”, com Gabriela Santos, das 10h às 12h, na parte de cima da passarela de pedestres, destinada a 20 participantes. A segunda é a oficina “Direito à Cidade”, com participação da professora Rosalina Burgos, da Universidade de São Carlos em Sorocaba, das 12h às 14h, na sala UAB do CEU Perus.

De camiseta

Às 11h, o artista Andreas Giumarães realiza a oficina de estamparia em camisetas utilizando, que reaproveita chapas de radiografia e rolos de tinta para criar máscaras que funcionam como carimbos. Nas camisetas serão carimbadas frases embláticas do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento. É preciso levar uma camiseta apenas.

Intervenções de artes cênicas

Durante todo o evento, atores e demais artistas realizam a intervenção Corrente de Arte do Caramanchão rumo à Fábrica, com intervenções nas atrações, nos bares, padarias e demais espaços do bairro de Perus, chamando moradores e comerciantes para o evento. Além disso, O Grupo Bardos, em parceria com o ator Paulo Goya, realiza a intervenção “Fantasma de Hamlet” no cortejo rumo ao refeitório, dialogando com as lendas em torno das memórias sobre a fábrica.

Intervenção de dança

Às 11h e às 13h, o Eita Ação Cultural realiza intervenção de dança no calçadão em frente à estação.

Cortejo artístico rumo à Fábrica

Ao fim das oficinas, por volta das 13h, os grupos se concentração para o cortejo, que sairá da Praça Inácio Dias e vai até a Fábrica de Cimento. Diversos artistas e demais participantes percorrerão a passarela de Perus, passarão pela exposição fotográfica e subirão a Av. Dr. Silvio de Campos  e seguirão em direção ao refeitório da fábrica, em ato simbólico relembrando o maior ponto de encontro das famílias locais durante anos. Durante o cortejo, participam a Comunidade Cultural Quilombaque, a Esquerda Marxista do PT – que coordenará uma oficina de gritos de guerra -, artistas, palhaços e demais interessados. (*o trajeto pode se alongar a mais ruas no dia do ato).

Baile da memória

O Baile do Caramanchão acontece às 15h, na entrada principal da Fábrica de Cimento. A banda Confira o Groove recordará os antigos hits dos anos 70. A atração conta ainda com aulão de dança da professora Michelle Lomba.

Dança e Música

Após o baile, entra em cena as coreografias de bolero e forró da escola Fábrica de Dança, seguida do espetáculo de jazz dance da escola Espaço Dança com Arte, com as coreografias Guerreiras do oriente” e “Guerra“, que dialogam com as reivindicações enfrentadas pelos sindicalistas da fábrica.

Às 17h, o público conta com o rock autoral do músico Eder Moraes. Em seguida, sobe ao palco o compositor e intérprete peruense Thiago Rodrigues toca canções como a Linha 7-Rubi, Velhos Trilhos O Convite, que abordam o dia a dia da população peruense, assim como sua história e problemas ainda enfrentados.

Por volta das 18h, a Comunidade Cultural Quilombaque marca presença com o Jongo da Quilombaque e o Sarau D’Quilo (o microfone estará aberto a poetas e demais artistas que queiram intervir nos intervalos das bandas). Em seguida, a plateia se agita com a dança do grupo Street Son. Por volta das 19h30, é a vez do rock alternativo das Bandas Deuz e Telúrica. às 20h20, a banda de rock pop Mono Surround sobe ao palco, com músicas próprias e couver de bandas de rock nacional.

Depois, entram no palco a Banda O Mandruvá e, às 22h, o encerramento com a Banda Doutor Jupter, em estilo folk e rock caipira.

Teatro

Às 19h, o Grupo Pandora de Teatro apresenta o espetáculo “Relicário de Concreto”, que recorda a história da fábrica de cimento e mostra como a greve dos sete anos influenciou a vida dos moradores de Perus.  A apresentação acontece no CEU Perus, na sala multiuso. Apenas 40 lugares.

Artesanato

A partir das 10h, o Coletivo Arteferia organiza exposição de artesanatos no calçadão em frente à estação de trem.

Encerradas as inscrições de bandas para o I Carramanchão Cultural

O Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus agradece a todos os artistas, grupos e coletivos que se inscreveram para participar do I Carramanchão Cultural, que acontece no dia 31 de maio. Daqui a uns dias, divulgaremos a programação completa.

Qualquer dúvida, pedimos por favor que entre em contato com Jéssica Moreira ou José Soró: jessicamoreira.mural@gmail.com ou josesqueiroz@gmail.com.

Agradecemos pela atenção e compreensão.

Organização de Mobilização e Divulgação

 

 

Catraca Livre: Moradores de Perus lutam para transformar antiga fábrica em centro cultural

por Julia Zanolli

Foram sete anos de greve, muitas conquistas e marcas profundas na história do bairro de Perus, na zona norte de São Paulo. A Fábrica de Cimento que se instalou na região em 1926 foi a primeira do setor a chegar ao Brasil e foi palco de lutas históricas por direitos trabalhistas no Brasil. Após encerrar suas atividades, em 1987, o local ficou completamente abandonado.

A greve se estendeu durante a ditadura militar, entre 1962 e 1969. Apesar dos avanços conquistados pela mobilização, a ideia de transformar a fábrica em um centro cultural, já presente naqueles tempos, continua sendo um motivo de luta até hoje.

O Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Perus foi estruturado formalmente em 2013. É um coletivo que reúne moradores e lideranças do bairro que querem transformar o espaço em um centro de lazer, cultura e memória do trabalhador e criar ali uma universidade livre.

Jéssica Moreira, que participa do Movimento e escreveu o livro “Queixadas- por trás dos 7 anos de greve”  em parceira com Larissa Gould, afirma que o Dia do Trabalho, comemorado no dia 1 de maio, é uma data importante para celebrar as vitórias conquistadas pelos operários de Perus e também refletir sobre os desafios neste novo contexto. “Eles lutaram a partir de um conceito que não pregava a violência na época da ditadura militar e conseguiram aumentos salariais, abonos e salário-família, uma conquista pioneira dos queixadas [como são chamados os trabalhadores que se mantiveram em greve]”.

O Movimento pela Reapropriação está preparando uma ação no dia 31 de maio, em frente à Fábrica de Cimento. O ato terá como objetivo resgatar a memória do local e trazer os artistas locais para a pauta de reivindicações.Veja mais informações no site do coletivo.

Confira ainda o vídeo com a história da Fábrica e do Movimento pela Reapropriação feito pelo Sampa Criativa.

Fonte: Catraca Livre

Cultura no novo Plano Diretor de SP é tema de debate no Cine Art Palácio

Na próxima quinta-feira (8/5), professores e integrantes de movimentos culturais da cidade de São Paulo realizam o debate “Cultura como espaço público no novo Plano Diretor de São Paulo”, no Cine Art Palácio, às 19h30.

O objetivo do encontro é debater as propostas de interferência no Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo no que diz respeito aos projetos dos Territórios de Interesse Cultural pelo Movimento Cine Belas Artes e das Áreas de Especial Interesse da Paisagem pela Universidade Livre Colaborativa da FAU-USP.

Estarão presentes o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Euler Sandeville, que atua no LabCidade e Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento; Professora e militante do Movimento Social pela Educação de Perus, Maria Helena Bertolini Bezerra, que também integra o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus e José Alberto Gonçalves Pereira, jornalista e integrante do Movimento Cine Belas Artes.

Serviço
Debate: Cultura como espaço público no novo Plano Diretor de São Paulo
Data: 8/5, quinta-feira
Horário: às 19h30
Local: Cine Art Palácio – Av. S. João , 419 , República, São Paulo  –  SP

Convocação aos coletivos culturais: participe do I Ato “Carramanchão Cultural” de Perus

Convocação para o I Carramanchão Cultural – a virada cultural do Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus

 

Inscreva seu grupo ou ideia aqui. (basta responder ao questionário e no fim da página clicar em enviar. Pronto, seu formulário chegará até nós!)

O Movimento Pela Reapropriação da Fábrica de Cimento de Perus está organizando, desde janeiro de 2014, diversas atividades que buscam fortalecer a luta em prol do uso público da antiga Fábrica de Cimento de Perus. Nosso objetivo é o de mobilizar os moradores do bairro, assim como os diversos agentes e atores sociais, como movimentos de variadas naturezas, instituições e organizações.

Neste sentido, estamos preparando para o dia 31 de maio (sábado), o 1º Ato Caramanchão Cultural, que pretende neste dia realizar uma variedade de atividades culturais no portão principal da fábrica, mostrando que as diversas manifestações culturais fazem parte de nossas reivindicações e buscando, com isso, o apoio dos diversos coletivos.

Participe, envie sua ideia ou ideia de seu grupo!

Para isso, convidamos artistas, artesãos, agentes culturais  e demais interessados em somar conosco neste dia e nesta luta, com o objetivo de construir este ano de modo colaborativo. Inscreva a  atividade com a qual pretende se expressar bem como outras formas de  colaborar,  desde o processo de organização até o ato final preenchendo o formulário aqui. (basta responder ao questionário e no fim da página clicar em enviar. Pronto, seu formulário chegará até nós!). Qualquer dúvida, envie um e-mail para nossa organização para o fabricaperus@gmail.com 

O Ato será realizado das 10h às 22h, ou seja, serão doze horas seguidas se atividades. A programação contará com atividades como shows, espetáculos, exposições de artes plásticas e fotográficas, feira de artesanatos, cinema e demais atividades sugeridas.

Locais 

Iremos utilizar principalmente o portão principal da Fábrica de Cimento para a organização do palco, localizado próximo à estação de trem de Perus (sentido Dr. Silvio de Campos).

Além disso, pretendemos também utilizar o calçadão da estação (sentido Av. Dr. Silvio de Campos), Praça Inácio Dias, CEU Perus, Escola de  Samba Valença (localizada embaixo do Viaduto do bairro), escadarias da estação de trem da CPTM, passarela de pedestres (lado externo ao da estação) e viela de acesso à fábrica e Sindicato dos Queixadas, que abrigarão algumas das atividades da primeira parte do ato.

Na segunda parte do ato, será realizado o Cortejo Marcando Nosso Chão, que irá até o refeitório da fábrica.